A importância de incluir mais tamanhos na moda

Por muito tempo, a indústria de vestuário ignorou a existência de pessoas gordas, muito baixas, muito altas ou que tivessem qualquer outra característica “fora do padrão”. Esse posicionamento ainda é uma realidade para muitas marcas.

A decadência das marcas com tamanhos limitados
Inclusive, especula-se que seja por ser tão apegada a esses padrões de corpos magros e esbeltos que a marca Victoria’s Secret entrou em decadência.

Sem dar o braço a torcer e continuamente ignorando a existência de pessoas reais, a marca manteve pouquíssimos tamanhos em suas lingeries. Com poucas opções, muitas mulheres passaram a não mais considerar os produtos da loja, já que eles só servem em um tipo extremamente específico de corpo, como se houvesse um modelo feminino homogêneo.

Em crise e em meio a outros escândalos, 55% da Victoria’s Secret foi vendida para um fundo de capital privado no início deste ano. Será que, com uma nova parceria em jogo, a marca pode incluir mais pessoas e tamanhos em seus catálogos e voltar a ser considerada uma opção para mais mulheres? Talvez essa seja sua única saída para salvar o futuro da empresa norte americana que já tem mais de quatro décadas de existência.

A empresa também cancelou o famoso desfile anual de lingerie Victoria’s Secret Show, o que desencadeou o mesmo debate sobre mais inclusão nas peças, já que o evento era quase um culto ao corpo magro e padrão.

O problema no mercado da moda não são só as peças. A representatividade deve aparecer na publicidade das lojas, nas modelos, nas estampas. Só assim perfis de diferentes tipos se sentirão respeitados e parte do grupo que pode considerar a marca.

A brasileira Farm já foi criticada por usar modelos extremamente parecidas e sempre magras no site. Além disso, a marca supostamente se recusou a contratar mulheres “fora do padrão” de beleza para trabalhar nas lojas. A marca já foi inclusive acusada de gordofobia por clientes que a frequentaram.

Marcas com plus size
Por outro lado, a moda plus size é indicada como um mercado de forte potencial. Marcas como Marisa, C&A e Malwee desenvolvem coleções para o público. O slogan da marca de lingeries Duloren representa como toda mulher deveria se sentir ao entrar em uma loja e pedir um número maior – “Gostosa demais para usar 38”.

Apesar de muitas lojas tentarem fazer mulheres se sentirem mal por serem como são, não há constrangimento em procurar roupas que fogem do padrão instituído pelas marcas. Constrangimento de verdade é não saber (ou não querer) criar roupas para todos, não é mesmo? 😉

A autoestima de quem veste
Apesar de termos falado sobre o público feminino no decorrer deste texto, os homens também precisam ser incluídos na pauta de mais tamanhos da indústria da moda. É importante que, independente das medidas, todos que gostam de uma roupa, de uma estampa ou de um modelo possam encontrá-los nas lojas em seu tamanho.

Não parece injusto que três tamanhos sirvam alguns tipos de corpo e quem se encaixa nessa definição possa ter qualquer roupa enquanto todas as outras pessoas fiquem apenas desejando e nunca encontrem algo que as atenda?

É pensando em incluir todos e em abraçar a linda diversidade do brasiliense que a Verdurão tem modelos plus size com as nossas estampas tão queridas e com diferentes cortes – gola V, baby look, tradicional. 💚

O que você acha que falta para que pessoas que vestem diferentes tamanhos se sintam ainda mais incluídas, representadas e respeitadas? Conta pra gente!

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