Breve dicionário de BSB: você sabe a história das gírias brasilienses?

Será que Brasília tem gírias próprias? Como saber se apenas brasilienses falam de uma determinada forma? Ou será que cada brasiliense tem seu próprio jeito de falar? 

 

O assunto é complexo, véi, mas mais do que mapear se uma gíria é usada exclusivamente no nosso quadrado, é massa saber de onde elas vieram, porque usamos com tanta frequência e o que interfere no nosso linguajar do dia a dia. 

 

De acordo com o pesquisador de sociolinguística Newton Lima Neto, as gírias surgem a partir de comportamentos, lugares comuns e até características arquitetônicas de uma cidade. É o caso da palavra “tesourinha” e da expressão “fazer o balão”. 

 

Pra te deixar por dentro da origem das nossas gírias mais comuns, separamos essa lista aqui. Você já conhecia todas as histórias? 

Aff

Essa expressão provavelmente veio do famoso “ave maria” nordestino, para expressar alguma indignação ou surpresa.

Camelo

Essa gíria é da geração que ouviu muito Legião Urbana, já que a expressão ficou popular com a letra de Eduardo e Mônica (“se encontraram então no Parque da Cidade. A Mônica de moto e o Eduardo de camelo”). Camelo significa bicicleta. 

Zebrinha

Essa expressão surgiu com os micro-ônibus que faziam linhas circulares no Plano Piloto. Mesmo com a extinção dos transportes em 2015, a expressão continua na boca de alguns brasilienses que viveram essa época.

Pardal

Não é em todo lugar que chamam os registros de velocidade da pista de pardal, não, véi. Aqui em Brasília, esses aparelhos pegaram esse nome por se misturarem entre os postes e árvores de BSB, como os pássaros.

Joselito

Essa poucas pessoas se lembram, mas o nome “Joselito” foi pegado emprestado do programa Hermes e Renato para chamar um cara de sem noção;

De rocha

Pra fechar, essa gíria ficou famosa com a nova geração de brasilienses, usadas para confirmar algo, para saber se é certo ou firme como uma rocha. 

 

Muito louco como vamos construindo um vocabulário próprio, né, véi? Não deixe de compartilhar nos comentários se souber da história de mais uma das nossas gírias! 😉 

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